CyberLeek, identidade usada por quem publicou vídeos não autorizados de GTA VI em agosto de 2026, parou de divulgar material após movimentações estimadas em cerca de US$ 250 mil ligadas ao token $CYBERLEEK. A identidade do responsável continua desconhecida publicamente, enquanto a Take-Two amplia sua tentativa de obter dados de plataformas para identificá-lo.
Durante pouco mais de uma semana, CyberLeek transformou uma sequência de vazamentos de Grand Theft Auto VI em um dos assuntos mais comentados da comunidade. O caso ficou ainda mais incomum porque os vídeos também promoviam um token na rede Solana — e, pouco depois de grandes movimentações financeiras ligadas ao projeto, as publicações cessaram.
Então, afinal, o que aconteceu com o CyberLeek? A resposta envolve vazamentos de GTA 6, criptomoeda, intimações baseadas na DMCA e uma investigação que ainda tenta descobrir quem está por trás do codinome.
Quem é o CyberLeek?
CyberLeek é o codinome usado por uma pessoa ou grupo que começou a publicar imagens não autorizadas de uma versão em desenvolvimento de GTA VI em meados de agosto de 2026. Até agora, não há identificação pública confirmada do responsável.
Os vazamentos ganharam credibilidade rapidamente porque a Take-Two passou a enviar pedidos de remoção e a buscar medidas jurídicas para tentar identificar contas relacionadas à distribuição do material.
Quando começaram os vazamentos de GTA 6?
Os primeiros materiais atribuídos ao CyberLeek começaram a circular por volta de 18 de agosto de 2026. Nos dias seguintes, novas publicações mantiveram o assunto no centro das discussões sobre GTA VI e levaram a uma reação cada vez mais intensa da Take-Two.
O ponto mais importante é que os vazamentos não apareceram isoladamente. Eles vieram acompanhados de uma campanha própria, com manifesto, identidade visual e promoção direta de uma criptomoeda.
O token $CYBERLEEK entrou no centro da história
Além dos vídeos, a operação passou a promover o token $CYBERLEEK, criado na rede Solana. O ativo aparecia associado aos materiais divulgados, enquanto CyberLeek também publicava um manifesto com críticas a práticas da indústria de games.
Essa combinação criou uma dúvida desde o início: a campanha era realmente um protesto, uma operação para chamar atenção para o token ou uma mistura dos dois?
CyberLeek movimentou cerca de US$ 250 mil?
Segundo análises on-chain reportadas pela imprensa especializada, carteiras associadas ao projeto realizaram movimentações que, somadas, foram estimadas em aproximadamente US$ 250 mil. Parte do valor teria vindo de taxas acumuladas pelo criador do token e de vendas do próprio ativo.
A movimentação levou veículos e membros da comunidade a tratarem o episódio como um possível rug pull ou uma saída financeira planejada. No entanto, é importante separar suspeita de comprovação: as transações são públicas na blockchain, mas elas não revelam automaticamente a identidade real de quem controlava as carteiras e, sozinhas, não provam judicialmente a existência de fraude.
Por que o CyberLeek sumiu?
Depois das grandes movimentações financeiras, o fluxo de novos vídeos atribuído ao CyberLeek praticamente cessou. A proximidade entre os acontecimentos reforçou a hipótese de que a atenção em torno de GTA 6 poderia ter sido usada para impulsionar o token.
Existe, porém, outra explicação possível: a pressão jurídica aumentou rapidamente. Continuar publicando materiais poderia ampliar as pistas deixadas pelo responsável e facilitar o trabalho de identificação.
A Take-Two está tentando descobrir a identidade do CyberLeek
A Take-Two recorreu ao mecanismo de intimações previsto na DMCA para tentar obter dados de plataformas relacionadas à distribuição dos vazamentos. Os pedidos reportados publicamente envolvem serviços como Microsoft e Discord, além de solicitações direcionadas a X e YouTube.
Essas medidas buscam informações que possam ajudar a conectar contas, endereços IP, dispositivos e outros registros a quem publicou ou distribuiu o conteúdo. Elas não significam que uma pessoa específica já tenha sido publicamente identificada ou processada.











